Morre Jimmy Cliff, lenda do reggae, aos 81 anos

O cantor jamaicano Jimmy Cliff, um dos maiores nomes do reggae mundial, morreu nesta segunda-feira (24), aos 81 anos, vítima de pneumonia. A informação foi confirmada por Latifa, esposa do artista, em comunicado publicado nas redes sociais. A morte ocorreu em Brasília neste domingo (23), segundo a Agência Brasil.

Esposa anuncia morte e agradece apoio dos fãs

Latifa afirmou que a perda do marido causa “profunda tristeza” e agradeceu à família, amigos e artistas que acompanharam a trajetória de Cliff.
Ela também se dirigiu aos fãs: “Por favor, saibam que seu apoio era a força dele ao longo de toda a carreira. Ele realmente adorava o amor de cada um de seus fãs”.

A esposa agradeceu ainda à equipe médica responsável pelo atendimento e pediu respeito à privacidade da família neste momento difícil. Novas informações devem ser divulgadas posteriormente.

Pioneiro do reggae e trajetória marcada por grandes sucessos

Jimmy Cliff é considerado um dos principais pioneiros do reggae, estilo musical que ganhou força mundial a partir da Jamaica nas décadas de 1960 e 1970. A carreira teve início oficial em 1967, com o disco Hard Road to Travel.

Ao longo de mais de cinco décadas, lançou dezenas de álbuns e singles, conquistando dois prêmios Grammy pelos discos Cliff Hanger (1985) e Rebirth (2012). Entre seus maiores sucessos estão “Reggae Night”, “Rebel in Me”, “We All Are One”, “Many Rivers to Cross” e “I Can See Clearly Now”.

Seu último álbum, Refugees, foi lançado em 2022.

Relação próxima com o Brasil

O Brasil teve papel especial na trajetória do artista. Em 1968, Jimmy Cliff participou do Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro, e conquistou grande admiração do público brasileiro.

Desde então, retornou várias vezes ao país, com apresentações em 1984, 1990, 1993 e 1998. Cliff chegou a morar no Rio de Janeiro e em Salvador durante alguns anos.

Legado

A influência de Jimmy Cliff atravessa gerações e ajudou a consolidar o reggae como um gênero musical global. Sua voz, composições e presença de palco marcaram profundamente a história da música.