FAB aponta chuva forte, ventos e baixa visibilidade antes da queda que matou cantor Rick
Foto: CBMSC/ Divulgação/ UNITVSC

O acidente com o helicóptero que caiu em uma área de mata em Urubici, na Serra catarinense, completa uma semana nesta terça-feira (29). A queda matou os cinco ocupantes da aeronave, entre eles o cantor Rick Sollo, da dupla Rick e Renner.

Informações divulgadas pela Força Aérea Brasileira (FAB) apontam que o helicóptero Bell 430, de matrícula PP-MGR, estava em espaço aéreo não controlado no momento do acidente. Nesse tipo de espaço, o piloto não é obrigado a manter contato com órgãos de controle de tráfego aéreo. A FAB esclarece, porém, que essa condição não significa que o voo estivesse proibido na região.

Ainda segundo a Força Aérea, informações relacionadas à meteorologia, às condições do aeródromo e a outros fatores podem ser obtidas pelo Serviço de Informação de Voo.

A aeronave havia decolado de Porto Belo às 10h30 de segunda-feira (21), com São Joaquim como destino. O último sinal foi registrado às 11h34. Cerca de um minuto depois, ocorreu a queda em uma região de mata de difícil acesso.

As condições meteorológicas também são apontadas entre os fatores que estavam presentes no momento do acidente. Conforme a FAB, a região serrana registrava chuva forte, ventos intensos e baixa visibilidade provocada pela nebulosidade.

A localização dos destroços ocorreu na terça-feira (22), depois de quase 20 horas de buscas. A operação contou com equipes terrestres, drones e aeronaves de busca e salvamento, diante das dificuldades de acesso ao ponto da queda.

A investigação sobre o acidente está sob responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que busca identificar os fatores que contribuíram para a queda. A Polícia Civil de Santa Catarina também apura as circunstâncias do caso.

Além de Rick Sollo, morreram o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo de Barros Teixeira.