Enchente de 74: Tubarão relembra os 52 anos da maior tragédia natural de sua história
Fotos: Arquivo Histórico/ Divulgação/ UNITVSC

Nesta terça-feira, 24 de março, Tubarão para para recordar um marco de dor e superação. Há exatos 52 anos, em 1974, o município viveu a maior enchente de sua história. O que começou como uma chuva persistente transformou-se em uma catástrofe que mudou para sempre a geografia da cidade e a vida de milhares de famílias catarinenses.

Naquele sábado de 1974, as águas do Rio Tubarão subiram de forma avassaladora, atingindo níveis jamais vistos. O rastro de destruição incluiu casas arrastadas, pontes derrubadas e, oficialmente, 199 mortes, embora sobreviventes e historiadores estimem que o número de vítimas possa ter sido muito maior. A cidade ficou isolada, sem luz e sem comunicações, em um cenário de guerra que sensibilizou o Brasil e o mundo.

O que mudou de lá para cá?

Lembrar de 1974 não é apenas um exercício de memória, mas um reforço sobre a importância da prevenção. Hoje, o monitoramento e o combate a enchentes são prioridades na gestão pública de Tubarão. Segundo informações da Prefeitura e da Defesa Civil, a tecnologia é a maior aliada para que aquele cenário não se repita.

As principais frentes de trabalho atuais incluem:

  • Dragagem e limpeza do rio: o desassoreamento contínuo do Rio Tubarão é fundamental para garantir que o leito tenha capacidade de escoamento em períodos de chuva intensa. A retirada de sedimentos e a limpeza das margens são ações constantes.
  • Monitoramento em tempo real: diferente de 1974, quando a informação demorava a chegar, hoje o município conta com telemetria e sensores que monitoram o nível do rio e o volume de chuva nas cabeceiras em tempo real, permitindo alertas antecipados à população.
  • Abertura da barra e canais: investimentos na manutenção da Barra do Camacho, por exemplo, visam facilitar a saída das águas para o mar, diminuindo a pressão sobre o centro urbano da cidade.
  • Sistema de alertas: a Defesa Civil utiliza SMS, redes sociais e carros de som para evacuar áreas de risco com antecedência, baseando-se em previsões meteorológicas muito mais precisas.

A enchente de 74 moldou o espírito de solidariedade do tubaronense. O município, que precisou ser reconstruído do zero em várias partes, hoje é um polo de desenvolvimento no Sul do Estado. No entanto, o dia 24 de março permanece no calendário como um lembrete de que a natureza exige respeito e que o investimento em infraestrutura e prevenção é o único caminho para a segurança de todos.