A Polícia Federal prendeu, nesta semana, a catarinense Raquel de Souza Lopes, de 51 anos, no momento em que ela desembarcou no aeroporto internacional de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Moradora de Joinville, no Norte de Santa Catarina, Raquel estava foragida da Justiça brasileira havia mais de um ano e foi deportada dos Estados Unidos após ter todos os pedidos de permanência no país negados.
Condenada a 17 anos de prisão por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023, Raquel responde por crimes como tentativa de golpe de Estado, associação criminosa e danos ao patrimônio público. À época da condenação, ela cumpria prisão domiciliar em Joinville e ainda recorria da decisão judicial quando, em março de 2024, rompeu a tornozeleira eletrônica e deixou o Brasil.
Inicialmente, a foragida seguiu para a Argentina. Com o aumento das prisões de brasileiros no país vizinho, voltou a se deslocar, passando pelo Peru, onde há registro de entrada pela fronteira de Santa Rosa, além da Colômbia e do México. Em janeiro de 2025, cruzou ilegalmente a fronteira com o estado do Texas, nos Estados Unidos.
A entrada irregular resultou em sua detenção pelas autoridades de imigração norte-americanas. Mesmo sob custódia, Raquel tentou permanecer no país por meio de pedidos de asilo político e recursos judiciais, todos rejeitados. Com duas negativas formais da Justiça dos Estados Unidos, foi determinada a deportação.
Ao chegar ao Brasil em um voo com outros deportados, ela foi presa imediatamente pela Polícia Federal. O procedimento prevê o encaminhamento inicial para uma unidade prisional em Minas Gerais, enquanto a defesa poderá solicitar ao Supremo Tribunal Federal a transferência para um presídio mais próximo da família.






