O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, reduziu nesta quarta-feira (17) a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 4% e 4,25% ao ano.
O corte, já esperado por analistas, é o primeiro em nove meses — a última redução havia sido feita em dezembro de 2024. Desde então, a instituição manteve os juros inalterados em cinco reuniões seguidas.
Pressões políticas e disputa no Fed
A decisão ocorre em meio a pressões do presidente Donald Trump, que tem cobrado cortes mais agressivos e chegou a tentar demitir a diretora Lisa Cook — medida barrada pela Justiça.
O único voto divergente foi do recém-empossado Stephen Miran, também indicado por Trump, que defendia uma redução maior, de 0,5 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.
Cenário econômico
Em comunicado, o Fed destacou que a criação de vagas de trabalho nos EUA perdeu força e que a taxa de desemprego subiu levemente, embora siga baixa. A inflação, por sua vez, permanece acima da meta de 2%.
O colegiado reafirmou que seguirá monitorando riscos tanto no mercado de trabalho quanto nos preços, ressaltando que a incerteza sobre a economia continua elevada.
Impactos no Brasil
A queda dos juros americanos tende a reduzir a pressão sobre a Selic no Brasil e pode favorecer a valorização do real frente ao dólar. Isso porque taxas menores nos EUA diminuem a atratividade dos títulos do Tesouro americano, estimulando fluxos de capital para mercados emergentes.






