Um grupo formado por 11 empresários de Tubarão e suas esposas está em Doha, no Catar, e enfrenta dificuldades para retornar ao Brasil após o fechamento do espaço aéreo em parte da região do Golfo. Diante da situação, entidades empresariais de Tubarão iniciaram uma mobilização para buscar alternativas que permitam o retorno do grupo.
Nesta quarta-feira (4), a Associação Empresarial de Tubarão (ACIT) solicitou apoio à Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) para acompanhar o caso e intermediar contatos com autoridades. A federação procurou a Secretaria de Articulação Internacional do Governo de Santa Catarina, que iniciou tratativas para auxiliar na situação.
O secretário Paulo Bornhausen e sua equipe fizeram contato com o Ministério das Relações Exteriores, responsável pela coordenação diplomática brasileira no exterior, para orientar quais procedimentos devem ser adotados. A Embaixada do Brasil em Doha também participa das articulações, buscando alternativas que possam facilitar o retorno do grupo ao país.
Segundo o presidente da ACIT, Alexsandro da Cruz Barbosa, o acompanhamento de situações como essa faz parte da atuação das entidades que representam o setor empresarial.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a embaixada brasileira informou que recebeu consultas de cidadãos brasileiros que estão em países do Golfo e precisam voltar ao Brasil com urgência. Muitos deles estão enfrentando dificuldades para deixar a região por causa da suspensão de voos em determinados espaços aéreos.
Entre as possibilidades avaliadas está a saída por via terrestre até a Arábia Saudita, país que mantém seu espaço aéreo aberto. A alternativa tem sido considerada por alguns brasileiros que buscam embarcar em voos a partir de aeroportos sauditas.
De acordo com a representação diplomática, o governo saudita sinalizou que pode conceder vistos de trânsito por meio de um processo simplificado. Autoridades brasileiras e sauditas estão em diálogo para definir como essa medida poderá ser colocada em prática.
Foto: Freepik/ Divulgação/ UNITVSC






