O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou nesta terça-feira (15) que o governo brasileiro vai intensificar as negociações com os Estados Unidos para tentar evitar o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, anunciado pelo presidente americano Donald Trump. As novas tarifas estão previstas para entrar em vigor no dia 1º de agosto.
Em Brasília, Alckmin liderou duas reuniões com representantes dos setores industrial e agropecuário, ao lado de outros ministros e secretários. Durante os encontros, os empresários relataram os impactos que a medida americana já começa a provocar e defenderam que o Brasil não adote retaliações imediatas, apostando no diálogo para reverter o cenário.
Segundo Alckmin, os setores mais afetados incluem aviação, aço, alumínio, têxteis, calçados, papel e celulose. “O que vimos foi um alinhamento em torno da negociação. Eu trouxe a mensagem do presidente Lula de empenho total para reverter essa situação”, afirmou. Ele também ressaltou que as exportações dos EUA para o Brasil cresceram quase três vezes mais do que as brasileiras para os EUA no primeiro semestre de 2025, o que reforça a importância do equilíbrio nas relações comerciais.
O vice-presidente ainda destacou que o setor produtivo se comprometeu a dialogar diretamente com seus parceiros americanos — compradores, fornecedores e empresas do mesmo setor — na tentativa de mostrar os impactos bilaterais das tarifas. “Isso pode encarecer produtos nos EUA e até afetar a economia deles. É uma oportunidade para pensarmos em novos acordos comerciais”, declarou.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também participou da reunião e destacou o trabalho do governo Lula na abertura de 393 novos mercados para a agropecuária brasileira desde o início do mandato. Segundo ele, manter o diálogo com os EUA é fundamental, mas o Brasil não abrirá mão da firmeza nas negociações. O setor pecuário, por exemplo, esperava dobrar as exportações de carne neste ano antes do anúncio das novas tarifas.
A expectativa agora é avançar ao máximo nas conversas antes do início da vigência das tarifas, tentando chegar a um acordo comercial que evite perdas maiores e preserve as boas relações entre os dois países.
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