Depois de quase 30 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Imbituba condenou, nesta sexta-feira (5), o homem acusado de matar Isadora Viana Costa, de 22 anos, em maio de 2018. A pena foi definida em 12 anos de prisão em regime fechado, e o réu ainda perdeu a função pública que exercia.
O Ministério Público de Santa Catarina sustentou a acusação de homicídio qualificado por feminicídio, que foi acolhida pelo Conselho de Sentença.
As investigações apontaram que o crime ocorreu após uma discussão envolvendo o consumo de drogas. A jovem sofreu agressões que resultaram em sua morte, e laudos técnicos descartaram overdose. O acusado, mesmo diante da gravidade dos ferimentos, teria demorado a pedir socorro, o que agravou o quadro clínico de Isadora.
Durante a sessão, amigas relataram que a vítima vivia sob medo constante do comportamento do réu. Depoimentos de policiais e peritos reforçaram a materialidade e autoria do crime, consolidando a condenação.
A dor da família foi lembrada em plenário. A irmã gêmea, Mariana, falou da ausência irreparável da jovem. O pai, Rogério, destacou que a sentença traz algum alívio, ainda que não seja motivo de contentamento. Já a mãe, Cibelle, agradeceu ao Ministério Público e ressaltou que a memória da filha foi respeitada.
O julgamento, que lotou o salão do júri, terminou com a determinação de que o condenado não poderá recorrer em liberdade. Ele foi encaminhado diretamente ao presídio para início do cumprimento da pena.






