Prefeito de Garopaba é preso na 2ª fase da Operação Coleta Seletiva
Foto: Redes Sociais

A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta quinta-feira (08), a segunda fase da Operação Coleta Seletiva, que investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos públicos na área de coleta e reciclagem de resíduos sólidos. A ação foi coordenada pela 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (DECOR), da DEIC e realizada nos municípios de Garopaba, Pescaria Brava, Laguna e Tubarão.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, entre eles contra o atual prefeito de Garopaba, Júnior de Abreu Bento, um servidor público vinculado ao setor de licitações e contratos e um empresário do ramo de resíduos sólidos. Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento cautelar de dois secretários municipais de Garopaba de suas funções públicas.

A operação também incluiu o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão, medidas de afastamento de sigilo telefônico e o sequestro de bens e valores que, segundo a investigação, se aproximam de R$ 1 milhão.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram origem no Inquérito Policial nº 637.2025.0001, conduzido pela 2ª DECOR/DEIC, que identificou indícios de corrupção sistêmica, com repasses indevidos a agentes políticos e a prática de crimes licitatórios, incluindo fraudes em processos de licitação e na execução de contratos. Os fatos investigados teriam começado ainda em 2016 e, conforme apurado, se mantiveram mesmo após mudanças na gestão municipal, estendendo-se de 2021 até o período atual.

As medidas cautelares também atingiram o ex-prefeito de Garopaba e o atual prefeito de Pescaria Brava, embora, neste momento, não tenham sido decretadas prisões contra ambos.

Segundo a Polícia Civil, todas as representações foram formuladas pela 2ª DECOR/DEIC e deferidas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, com parecer favorável do Ministério Público Estadual, por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos.

Cerca de 50 policiais civis participaram da operação, com equipes da DEIC e da 18ª Delegacia Regional de Polícia. Os presos foram encaminhados ao Presídio Regional de Tubarão. Em razão do sigilo judicial e do respeito à presunção de inocência, novas informações sobre o caso somente serão divulgadas após autorização do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.