Uma adolescente de 14 anos tem enfrentado dias difíceis na Escola de Educação Básica Aderbal Ramos da Silva, em Tubarão. Em menos de 30 dias, a jovem foi alvo de ataques racistas por parte de colegas, o que gerou indignação na família e acendeu um alerta sobre como casos desse tipo são tratados no ambiente escolar. As informações foram divulgadas pelo jornal Diário do Sul.
O primeiro ataque aconteceu ainda em março, durante uma conversa sobre um trabalho de escola. Na ocasião, uma colega disparou ofensas graves. Segundo a mãe da vítima, as palavras usadas foram: “Tinha que ser preta mesmo. Aquela preta desgraçada”. Mesmo com o relato feito à direção, a família sentiu que não houve uma solução concreta na época.
O problema se repetiu recentemente, quando outro estudante atacou a jovem dizendo que ela “tinha cabelo de bombril”. Ao ser questionado, o aluno confirmou a ofensa e chegou a declarar que era racista. Diante da gravidade, a Polícia Militar foi chamada e boletins de ocorrência foram registrados.
O impacto emocional na adolescente é preocupante. A mãe relata que a filha está muito abalada. “Ela está constrangida, não quer mais ir para a escola e chegou a dizer que queria cortar o cabelo”, desabafou. Apesar da dor, ela tenta dar forças à menina para que não desista de estudar. “Ela vai voltar de cabeça erguida. Nossa cor é linda e não nos faz diferente de ninguém”, afirmou a mãe, garantindo que levará o caso adiante para que “isso não possa acontecer com mais ninguém”.
O que diz a escola
Em nota, a direção da escola informou que tomou as medidas necessárias desde o primeiro episódio, chamando os responsáveis e acompanhando a aluna. A instituição afirmou que registrou os fatos e enviou o caso para as autoridades competentes.
A escola também declarou que repudia qualquer preconceito e que está organizando palestras e ações educativas com profissionais do Direito e do Ministério Público para combater a discriminação entre os alunos.
Fonte: jornal Diário do Sul






