O ecossistema que sustenta boa parte da economia de Laguna está sob vigilância. A Casan vem realizando um acompanhamento detalhado nas lagoas Santo Antônio dos Anjos, Imaruí e Mirim para checar como anda a qualidade da água e a preservação das espécies locais. O foco é garantir que o lazer e a pesca, essenciais para a comunidade, continuem seguros.
O estudo começou em setembro do ano passado e analisa desde a limpeza da água até o que se acumula no fundo das lagoas. A equipe de especialistas, que conta com biólogos e engenheiros, usa barcos e drones para alcançar áreas de difícil acesso e monitorar de perto a vida marinha, com atenção redobrada aos botos e aos peixes que habitam a região.
Um dos pontos principais dessa fiscalização é a área onde o esgoto tratado da cidade é devolvido à Lagoa Santo Antônio dos Anjos. De três em três meses, são coletadas amostras para testar a eficiência do sistema sanitário de Laguna. Já o acompanhamento das populações de animais acontece a cada seis meses.
Como o complexo lagunar funciona como um grande berçário natural onde a água do Rio Tubarão se encontra com o mar, qualquer alteração pode afetar o ciclo de vida das espécies. Para os técnicos, manter esse equilíbrio é a única forma de garantir que o turismo e a fonte de renda dos pescadores não sofram impactos negativos no futuro.






