O ministro do Turismo, Celso Sabino, anunciou nesta sexta-feira (26) sua saída do comando da pasta. O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão ocorre em decorrência do desembarque do União Brasil da base de apoio governista. No dia 18 de setembro, o partido havia dado prazo de 24 horas para que seus filiados deixassem os cargos comissionados no Executivo.
“Entreguei ao presidente a minha carta e o meu pedido de saída do Ministério do Turismo, cumprindo a decisão do meu partido”, afirmou Sabino.
Compromissos finais
Apesar do pedido de exoneração, Sabino seguirá cumprindo compromissos oficiais até a próxima semana. Ele acompanhará o presidente Lula em Belém (PA) na sexta-feira (3), durante a inauguração de obras preparatórias para a COP30, que será realizada na cidade em novembro.
“O presidente pediu que eu acompanhasse na entrega das obras que vai acontecer na próxima quinta-feira em Belém. Vou como ministro ainda”, disse.
Possível permanência na base
Questionado se poderia deixar o partido para permanecer no governo, Sabino não descartou a possibilidade. “A minha vontade é clara, é continuar o trabalho que a gente vem fazendo. Hoje o presidente acenou com essa possibilidade de ampliar esse diálogo junto com o União Brasil para que a gente possa ver como vai ser as cenas do próximo capítulo”, afirmou.
Além do União Brasil, o PP também anunciou saída da base. No entanto, ainda não há confirmação sobre a situação do ministro dos Esportes, André Fufuca, filiado à sigla.






