O Governo de Santa Catarina estuda decretar um estado de alerta climático preventivo para os próximos meses. A ideia, que está sendo analisada pela Defesa Civil, é se antecipar aos efeitos do fenômeno El Niño, esperado com mais força para a metade final de 2026.
Se aprovada, a medida terá validade de seis meses e servirá para cortar caminhos burocráticos, permitindo que o poder público responda mais rápido caso o tempo vire com gravidade.
Diferente do que costuma acontecer, quando o decreto só sai depois que o desastre já causou estragos, esse alerta quer garantir que as prefeituras tenham acesso facilitado a recursos estaduais antes do problema maior chegar.
O dinheiro deve ser usado em obras como limpeza de rios, melhoria em bueiros, contenção de morros e outros serviços que ajudam a diminuir o impacto de chuvas fortes.
A preocupação dos meteorologistas é que um El Niño de forte intensidade traga não apenas chuva volumosa e alagamentos, mas também ventos muito fortes e outros eventos severos. Por isso, o foco está em deixar as cidades mais preparadas.
O estado informou que já vem investindo em regiões críticas, como o Alto Vale do Itajaí. Até o momento, mais de R$ 485 milhões foram destinados para ações estratégicas, o que inclui a reforma e automação das barragens de Ituporanga, Taió e José Boiteux, fundamentais para o controle das cheias.
Além das obras físicas, a Defesa Civil ampliou o monitoramento com 172 estações que acompanham o nível dos rios e as chuvas em tempo real por todo o território catarinense.
O órgão reforça que a população deve continuar atenta aos avisos oficiais, já que o decreto de alerta é mais uma ferramenta para tentar evitar que os fenômenos naturais se transformem em grandes tragédias humanas e materiais.






