O litoral entre Laguna e Imbituba registrou 404 ocorrências de pinguins-de-magalhães somente durante o mês de julho. O número faz parte do levantamento realizado pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), executado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).
Ao longo deste ano, já foram contabilizados 695 registros da espécie na área monitorada. A maioria dos animais foi encontrada sem vida: foram 652 mortes e 43 pinguins resgatados vivos. Os animais que sobreviveram foram levados para atendimento veterinário especializado na Unidade de Estabilização de Fauna Marinha da Udesc, em Laguna.
A distribuição das ocorrências também variou entre os municípios. Em Laguna, foram registrados 167 pinguins em julho, enquanto Imbituba teve 237. No primeiro município, sete animais estavam vivos e 160 foram encontrados mortos. Já em Imbituba, foram oito resgates com vida e 229 animais mortos.
Itapirubá Norte e Praia da Vila aparecem entre os locais com maior número de registros, somando 134 ocorrências. Praia do Sol e Itapirubá Sul vêm na sequência, com 92.
A presença dos pinguins nesta época do ano está relacionada ao período de migração da espécie. Durante o inverno, os animais deixam as áreas onde se reproduzem, na Argentina, no Chile e nas Ilhas Malvinas, e seguem pelo oceano em busca de alimento.
A viagem pode ser especialmente difícil para os animais mais jovens. A distância percorrida, aliada a fatores como tempestades, falta de alimento e desgaste físico, pode fazer com que alguns deles cheguem às praias debilitados ou mortos.
Por isso, ao encontrar um pinguim na faixa de areia, a recomendação é não tocar no animal nem se aproximar, mesmo que ele pareça estar saudável. Também é necessário manter animais domésticos afastados e comunicar a ocorrência às equipes responsáveis pelo monitoramento, pelo telefone 0800 642 3341.






