O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou um jovem de 21 anos pelos crimes de feminicídio qualificado e ocultação de cadáver pela morte da namorada, Joviana Evelyn Iankovski, de 19 anos, em Sangão. A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaruna nesta semana, após a conclusão da investigação conduzida pela Polícia Civil.
De acordo com o Ministério Público, o crime ocorreu na madrugada de 7 de agosto, depois que o casal retornou de uma confraternização estudantil em Criciúma. Conforme a denúncia, Joviana teria manifestado a intenção de encerrar o relacionamento, momento em que foi atacada pelo namorado.
A Promotoria sustenta que a jovem foi morta por asfixia após o acusado aplicar um golpe de estrangulamento conhecido como “mata-leão”, pelas costas, o que teria reduzido significativamente suas possibilidades de defesa.
Segundo o MPSC, o caso se enquadra como feminicídio por ter ocorrido em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher e por menosprezo à condição feminina.
Ainda conforme a denúncia, laudos periciais apontaram que a vítima apresentava lesões compatíveis com tentativa de afastar a pressão exercida sobre o pescoço, além de outros ferimentos sofridos enquanto ainda estava viva.
Corpo permaneceu escondido por três dias
O Ministério Público afirma que, após a morte, o acusado manteve o corpo de Joviana oculto dentro da residência onde morava por cerca de três dias.
O cadáver foi encontrado apenas na manhã de 10 de agosto, durante diligências realizadas pela Polícia Militar após o registro do desaparecimento da jovem feito pela família. O corpo estava enrolado em cobertores, dentro do quarto da residência.
A denúncia também aponta que, durante esse período, o investigado teria utilizado o celular da vítima para enviar mensagens à mãe dela, simulando que Joviana estava bem, com o objetivo de afastar suspeitas sobre o crime.
Pedido de julgamento pelo Tribunal do Júri
Na denúncia, o Ministério Público atribui ao acusado os crimes de feminicídio qualificado, pelas circunstâncias de asfixia, pelo recurso que dificultou a defesa da vítima e por ter sido praticado em razão da condição do sexo feminino, além do crime de ocultação de cadáver.
O órgão também requer que o réu seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e pede a fixação de indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima pelos danos causados.
Em nota divulgada pelo MPSC, a promotora de Justiça Raísa Carvalho Simões Rollin lamentou o caso e destacou que a jovem havia iniciado recentemente a faculdade, classificando o crime como mais um episódio de feminicídio ocorrido durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao combate à violência contra a mulher.
O acusado permanece preso preventivamente. Agora, o Ministério Público aguarda que a denúncia seja recebida pelo Poder Judiciário.






