Setembro Amarelo começa com alerta para saúde mental; SC tem uma das maiores taxas de suicídio do país
Foto: Ilustrativa/ Divulgação/ UNITVSC

O mês de setembro marca o início da campanha Setembro Amarelo, movimento nacional voltado à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à valorização da saúde mental. Neste ano, a iniciativa tem como tema “Escutar é estar presente”, reforçando a importância da escuta acolhedora, do apoio e do acesso aos serviços de saúde para pessoas em sofrimento psíquico.

Os dados mais recentes acendem um alerta. O Brasil registra cerca de 16,5 mil mortes por suicídio por ano, o equivalente a uma média de 45 vidas perdidas por dia, evidenciando que o tema continua sendo um importante desafio de saúde pública.

Em Santa Catarina, a preocupação é ainda maior. O estado apresenta uma taxa de mortalidade por suicídio de 14,43 óbitos por 100 mil habitantes, índice considerado elevado e que mantém o alerta das autoridades de saúde para a necessidade de fortalecer as ações de prevenção, acolhimento e tratamento.

Além dos óbitos, os registros de tentativas de suicídio também preocupam. Dados citados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apontam dezenas de milhares de notificações em anos anteriores, reforçando a importância da ampliação da rede de atendimento em saúde mental e da identificação precoce de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Especialistas destacam que o suicídio é um fenômeno complexo, influenciado por fatores psicológicos, sociais, biológicos e ambientais. Por isso, a prevenção passa pela redução do estigma relacionado aos transtornos mentais, pela oferta de atendimento especializado e pelo fortalecimento das redes de apoio.

Durante todo o Setembro Amarelo, instituições públicas, entidades da sociedade civil e profissionais da saúde promovem ações educativas para incentivar o diálogo sobre saúde mental e orientar a população sobre os locais onde é possível buscar ajuda.

Onde procurar apoio

Pessoas que estejam enfrentando sofrimento emocional podem procurar atendimento gratuito pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), por meio do telefone 188, disponível 24 horas por dia, além do atendimento por chat.

A rede pública de saúde também oferece suporte psicológico e psiquiátrico por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e das Unidades Básicas de Saúde (UBS), que podem realizar o acolhimento inicial e encaminhar os pacientes para acompanhamento especializado quando necessário.