A Prefeitura de Laguna reuniu-se nesta segunda-feira (13) com representantes da Polícia Rodoviária Federal, da Guarda Municipal e da CCR ViaCosteira para definir ações que melhorem o fluxo do trânsito enquanto a Ponte Anita Garibaldi permanece interditada. A estrutura está fechada desde a noite de quinta-feira (9), quando a concessionária iniciou um reparo emergencial.
Participaram do encontro o comandante da Guarda Municipal, Arlon Luiz da Silva; o chefe da Delegacia da PRF em Tubarão, Gustavo Marangoni Costa; o coordenador de Engenharia da CCR ViaCosteira, Pedro Tavares; e o gerente de Operações da concessionária, Joelson Ferreira, além de servidores da Prefeitura.
Por que a ponte foi fechada
A interdição foi determinada após inspeção especial identificar o rompimento parcial de fios internos em um dos 90 cabos de sustentação da estrutura. A ViaCosteira e a Agência Nacional de Transportes Terrestres afirmam que não há risco estrutural nem possibilidade de colapso, a medida é preventiva, para permitir que as equipes trabalhem com segurança no interior da ponte e inspecionem os demais cabos. Uma equipe de engenheiros especialistas foi deslocada de São Paulo para realizar perícia detalhada.
O impacto no trânsito
A Ponte Anita Garibaldi registra em média 40 mil veículos por dia. Com o fechamento, todo esse fluxo passou a ser desviado pela antiga Ponte de Cabeçudas, que não tem capacidade para absorver esse volume. Desde a interdição, congestionamentos de até 15 quilômetros foram registrados na BR-101 nos dois sentidos.
O que foi definido na reunião
Para melhorar a fluidez, foram definidas intervenções imediatas: mudança do ponto de descida para a pista marginal no sentido norte e retirada de quatro lombadas no sentido sul. Na região norte, será implantada passagem exclusiva para veículos leves, com caminhões progressivamente proibidos no trecho, como medida de proteção às comunidades locais. A Guarda Municipal e a PRF reforçarão a fiscalização ao longo do dia e da noite para coibir veículos que tentam usar o acostamento ou as marginais no sentido contrário.
A Prefeitura de Laguna não tem jurisdição sobre a BR-101, que é federal e está sob concessão da ViaCosteira, mas atuou como articuladora entre os órgãos e como representante da população lagunense nas negociações.
Rotas alternativas disponíveis
O desvio principal segue pela Ponte de Cabeçudas, com velocidade máxima de 20 km/h e sinalização reforçada. Para veículos leves, a balsa entre Laguna e Ponta da Barra é uma alternativa mais rápida para quem está na região sul. Para viagens mais longas entre regiões do estado, a BR-282 é uma opção, embora aumente o percurso.
A reunião também abordou a situação dos moradores das comunidades ao longo do desvio, que enfrentam dificuldades para acessar suas próprias casas com o volume de tráfego desviado. A Prefeitura mantém canal aberto com a população para receber demandas e repassá-las aos órgãos responsáveis.
A previsão de liberação parcial da ponte é para o dia 20 de julho. Após essa etapa, obras na estrutura continuarão sendo executadas.






