Hotel Morada dos Pinheiros acompanha crescimento do turismo e aposta na hospitalidade para fidelizar visitantes em Bom Jardim da Serra
Foto: Divulgação/ UNITVSC

Há quase duas décadas à frente do Hotel Morada dos Pinheiros, a empresária Marileia Vieira Machado Macedo acompanha de perto a transformação do turismo em Bom Jardim da Serra. Desde que assumiu a administração do empreendimento, em 2008, ela viu aumentar o fluxo de visitantes e acredita que a região ainda tem grande potencial de crescimento, especialmente com novos investimentos em atrativos turísticos.

O hotel, localizado no centro da cidade, conta atualmente com 14 apartamentos e capacidade para receber até 35 hóspedes. O nome foi escolhido em referência à vista privilegiada para as araucárias, observadas da sala de café da manhã.

“Quando assumimos a administração, mudamos o nome para Morada dos Pinheiros justamente porque da sala do café se tem essa vista das araucárias. É um visual muito bonito”, destaca.

Segundo Marileia, a localização também facilita a experiência dos visitantes, que conseguem acessar restaurantes, comércio e outros serviços a pé.

Ao longo dos últimos 18 anos, ela afirma que o turismo na Serra Catarinense evoluiu de forma significativa.

“Na época, nós já tínhamos essa expectativa de que o turismo iria alavancar. E, de lá para cá, sentimos bastante essa evolução. Ainda temos muito a melhorar, mas houve um crescimento muito bom.”

O perfil predominante dos hóspedes é formado por turistas de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e do norte de Santa Catarina. Os grupos de motociclistas também representam uma parcela importante da clientela.

“Muitos motociclistas passam por aqui. Geralmente são casais mais maduros, aposentados ou pessoas que trabalham em home office.”

Além do café da manhã, o hotel passou a contar recentemente com um restaurante anexo, ampliando a estrutura disponível aos hóspedes.

Serra do Rio do Rastro é principal motivação das visitas

Marileia explica que a maior parte dos visitantes chega a Bom Jardim da Serra motivada pelo desejo de conhecer a Serra do Rio do Rastro. Em muitos casos, quando encontram neblina durante o trajeto, optam por permanecer na cidade e tentar novamente no dia seguinte.

“Às vezes eles chegam à noite, não conseguem visualizar a serra por causa da neblina e resolvem se hospedar. No outro dia, cedo, conseguem fazer o passeio.”

Além da Serra do Rio do Rastro, os turistas costumam visitar os cânions da região, vinícolas de municípios vizinhos e experimentar a gastronomia típica serrana.

Para a empresária, o contato com a natureza é um dos principais diferenciais do destino.

“Eles vêm em busca das paisagens. No café da manhã, por exemplo, observam as curucacas, as gralhas, os charões e outros pássaros. Muitos perguntam o nome das aves, fazem fotos e ficam encantados.”

Turismo ainda precisa de novos atrativos

Apesar do crescimento registrado nos últimos anos, Marileia acredita que Bom Jardim da Serra ainda necessita de mais atrações voltadas a diferentes públicos.

“Somos carentes de atrativos produzidos pelo homem. Precisamos de mais opções para crianças, jovens e famílias. Isso ajudaria a aumentar o tempo de permanência dos turistas.”

Entre os principais pontos turísticos naturais do município, ela destaca os cânions da Laranjeiras, do Funil e da Ronda, além da Cascata da Barrinha, localizada a poucos quilômetros do centro da cidade.

Experiências como a colheita de maçãs, o consumo de produtos típicos da região, como o queijo serrano, o mel de bracatinga, o frescal e o pinhão, também fazem parte do roteiro procurado pelos visitantes.

Outro destaque, segundo a empresária, é o vinho de altitude.

“Quando o turista vem para a região, ele quer experimentar o vinho de altitude. É isso que ele procura.”

Hospitalidade é prioridade

Marileia afirma que o bom atendimento sempre foi uma das principais preocupações do empreendimento. Embora reconheça a dificuldade em encontrar mão de obra qualificada, diz que investe diariamente na formação da equipe.

“Priorizamos o bom atendimento. A pessoa precisa chegar e se sentir acolhida. A capacitação acontece no dia a dia, com orientação, conversa e experiência.”

A empresária também destaca que muitos clientes retornam anos depois da primeira hospedagem.

“Tem muitos hóspedes que voltam. Alguns vieram a trabalho, conheceram a região e depois retornaram com a família.”

Mesmo reconhecendo os desafios da atividade, que exige dedicação durante todo o ano, Marileia afirma que continua acreditando no potencial turístico da Serra Catarinense.

“O futuro está no turismo. Ainda temos muito a desenvolver e muitas oportunidades tanto para quem deseja investir quanto para quem quer conhecer a nossa região.”

Confira a entrevista completa:


Esta reportagem faz parte do Estúdio de Inverno 2026, projeto dos veículos UNITVSC, portais Notisul e UNITV de Tubarão, Litoral Sul, NotíciasSC e Destaque Santa Catarina de Criciúma, e rádios Jovem Pan News de Criciúma, Araranguá e Tubarão.