Envelhecimento saudável é tema central de evento sobre saúde e segurança da pessoa idosa em Gravatal
FOTO: Rodolfo Espínola/Agência AL

Santa Catarina ocupa hoje a sexta posição no ranking do envelhecimento nacional com cerca de 15,56% de pessoas com mais de 60 anos em sua população estimada em mais de 7 milhões de habitantes, ou seja, um milhão de catarinenses são idosos, e o envelhecimento saudável é o foco do Parlamento, que lidera ações voltadas para o empoderamento do catarinense com mais de 60 anos.

Liderado pela Comissão de Defesa da Pessoa Idosa, na noite desta quinta-feira (20), o 1º Encontro Municipal em Atenção aos Cuidados com a Saúde e a Segurança da Pessoa Idosa, em Gravatal, no Sul do Estado debateu o tema. Essa é a quinta iniciativa proposta pelo presidente da Comissão de Defesa da Pessoa Idosa, o deputado Sérgio Motta (Republicanos). Esses encontros já aconteceram em Navegantes e Araranguá em 2023; Criciúma e Imaruí, neste ano.

Para o parlamentar, esses eventos são importantes para conscientizar os idosos catarinenses a respeito de seus direitos e despertá-los para a importância do envelhecimento saudável e com qualidade de vida.

“O Parlamento, por meio da Comissão de Defesa da Pessoa Idosa, protagoniza ações voltadas para os nossos idosos, buscando cada vez mais adotar políticas públicas para esse contingente de pessoas que cresce em todo o país”, reconhece. Ele pontua que esse evento tem levado muita clareza, esclarecimento e conscientização. “Principalmente para a saúde física e mental dos nossos idosos. Mas ainda esclarece sobre seus direitos assegurados pelo Estatuto de Proteção à Pessoa Idosa”, observa.

Uma das palestrantes do encontro foi a fisioterapeuta Lara Martins, com o tema: “envelhecer é uma arte. É aprender a viver com mais tempo, com menos pressa e mais sabedoria”.

Com essa mensagem, Lara abordou temas importantes que asseguram o empoderamento dos idosos. Ela destacou que para a “envelhescência” saudável, quatro pilares são importantes: exercícios físicos, alimentação saudável, sono regular e vida social. 

“Cerca de 32% das doenças nos idosos são prevenidas com esses quatro pilares”, alertou para a plateia. “Precisamos empoderar as pessoas idosas para que cuidem da sua saúde e de sua vida”, observou, destacando que Santa Catarina ocupa hoje a sexta posição no ranking do envelhecimento do país.

A doença de Alzheimer, que é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas de idade, também foi abordada durante o evento pela enfermeira Ludmilla Marques da Rosa, que destacou a importância do amparo da família nesse momento.

“É a doença que mais acomete os nossos idosos e por isso é importante reconhecer os primeiros sinais dessa doença. Quanto mais cedo identificar o problema, melhor será a qualidade de vida do idoso”, recomenda. 

“Além da perda de memória, os sintomas de Alzheimer incluem problemas para completar tarefas que antes eram fáceis. A pessoa começa a ter dificuldades para a resolução de problemas”, enumera. “Ainda podem apresentar mudanças no humor ou na personalidade e, por fim, isolamento social”, pontuou.

Outro assunto importante que foi apresentado pelo policial civil Walker Mendes Cardoso foi o enfrentamento à violência contra a pessoa idosa.

Ele enumerou seis tipos de violência praticada contra os idosos. “Podem ser física, sexual, psicológica, institucional, financeira e patrimonial”, informou destacando que “em Santa Catarina, o crime de estelionato lidera o ranking de casos, passando de 4 mil casos para 16 mil até o momento”, afirmou. Para ele, o idoso é a maior vítima de golpes dessa natureza por falta de conhecimento das novas tecnologias e das redes sociais. 

O policial alertou que os idosos sofrem ainda a negligência e abandono e que devem ser alertados para a importância de conhecer os seus direitos. “Encontros como esse, servem para conscientizar os nossos idosos. Temos o Estatuto da Pessoa Idosa e a Polícia Civil de Santa Catarina elaborou uma Cartilha enumerando os tipos de golpes mais comuns praticados contra os nossos idosos”, informou.

Uma forma mais direta de denunciar casos de violência contra idosos é o Disque Direitos Humanos – Disque 100, ou por meio de delegacias preparadas especialmente para atender essa parcela da população, além do Ministério Público. O Disque Denúncia 181 é um serviço destinado a mobilizar a sociedade na luta contra o crime e a violência no Estado de Santa Catarina.