O setor de serviços, responsável por grande parte dos empregos no Brasil, registrou crescimento de 0,1% entre abril e maio de 2025, segundo dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira (11). A atividade atingiu o maior nível da série histórica, iniciada em 2011, igualando o recorde de outubro de 2024.
A alta marca o quarto mês seguido de crescimento no setor, que hoje está 17,5% acima do patamar pré-pandemia de fevereiro de 2020. Na comparação com maio de 2024, o avanço foi de 3,6%, e no acumulado dos últimos 12 meses, a expansão chega a 3%.
Serviços profissionais lideram crescimento
De acordo com o IBGE, o maior impacto positivo no mês veio dos serviços profissionais e administrativos, que avançaram 0,9%. Esse grupo inclui atividades como agenciamento de espaços de publicidade, engenharia e plataformas de intermediação comercial.
Segundo Rodrigo Lobo, analista da pesquisa, o mercado de trabalho aquecido colabora com esse resultado. Com desemprego em queda e massa salarial em alta, o consumo de serviços tende a crescer.
Turismo tem leve queda, mas segue forte
O índice de atividades turísticas, que inclui transporte aéreo de passageiros, hotéis e serviços de reservas, caiu 0,7% de abril para maio, após crescer 3,2% no mês anterior. Mesmo com esse recuo pontual, o setor está 12,4% acima do nível pré-pandemia e 1,1% abaixo do maior patamar já registrado, em dezembro de 2024. Na comparação anual, o turismo avançou 9,5% em maio, reforçando a retomada do setor.
Serviços seguem na frente da indústria e do comércio
Enquanto os serviços cresceram em maio, a indústria recuou 0,5% e o comércio teve queda de 0,2%, segundo outras pesquisas recentes do IBGE. No acumulado em 12 meses, a indústria cresceu 2,8% e o comércio, 3%, mas ainda abaixo dos 3% registrados pelo setor de serviços.
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