A Deputada Federal Caroline De Toni, eleita pelo Partido Liberal (PL) com mais de 227 mil votos em Santa Catarina, afirmou que pretende disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 2026. A parlamentar, que já presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e hoje atua como líder da minoria na Casa, falou sobre sua trajetória política, defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro e criticou duramente o Supremo Tribunal Federal (STF) em entrevista ao programa Frente a Frente, que vai ao ar nesta quinta-feira (11), às 21h, na UNITV.
De Toni atribuiu seu desempenho nas urnas tanto ao apoio do ex-presidente quanto ao trabalho desenvolvido durante os mandatos. “Na primeira eleição, fui eleita na onda Bolsonaro, mas a reeleição é mais difícil. É preciso mostrar resultado. Trabalhei nas redes sociais e nas bases, com prefeitos e vereadores”, explicou.
A deputada, que dobrou sua votação entre 2018 e 2022, ressaltou que suas campanhas foram financiadas sem uso de recursos públicos, e que manteve independência mesmo ao buscar apoio de empresários. “Sempre tive a consciência tranquila e nunca troquei apoio por favores.”
Na Câmara, Caroline destacou a atuação em pautas ligadas ao agronegócio, segurança pública e economia liberal. “Sou presidente da Frente Parlamentar do Livre Mercado. Defendo menos burocracia e mais competitividade para quem quer empreender”, afirmou. Além disso, mencionou propostas como a atualização da Lei do Impeachment, a PEC da Vida e a PEC Antidrogas.
Durante a entrevista, a deputada afirmou que há uma “perseguição política” contra Jair Bolsonaro, com decisões judiciais que, segundo ela, extrapolam os limites constitucionais. “Ele está inelegível sem condenação definitiva, usa tornozeleira, tem restrição de horário para voltar pra casa, não pode usar redes sociais nem se comunicar com o filho. Isso é censura prévia.”
Caroline De Toni também criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que, segundo ela, conduz processos com parcialidade. “Não há contraditório, não há direito à revisão de sentença. O ministro atua como vítima, acusador e juiz. Isso é um tribunal de exceção.”
Ela ainda comentou sobre o impacto da crise institucional nas relações internacionais, como as recentes sanções dos Estados Unidos. “A verdadeira origem dessas sanções está na conduta do próprio Supremo, especialmente de Moraes, e no comportamento do governo Lula.”
A parlamentar defendeu ainda a aprovação de projetos como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, o fim do foro privilegiado e a PEC que limita decisões monocráticas no STF. “Precisamos reequilibrar os poderes. O Senado precisa cumprir seu papel diante dos abusos.”
Para Caroline, a eleição de 2026 será decisiva para garantir maioria no Congresso a parlamentares conservadores. Ela defendeu que os eleitores escolham candidatos alinhados à direita para “restaurar o equilíbrio democrático”.
A entrevista completa com a deputada Caroline De Toni vai ao ar nesta quinta-feira, às 21h, na UNITV, dentro do programa Frente a Frente, com o jornalista Ildo Silva.






