O Carnaval de Laguna deve ganhar ainda mais força em 2026 com um investimento estimado em R$ 500 mil no Carnaval de Rua, viabilizado por meio de projetos de captação de recursos e apoio da iniciativa privada. As informações foram apresentadas por Kiko Leal, presidente da Liga Independente dos Blocos Carnavalescos e Culturais de Laguna, durante entrevista ao programa Estúdio de Verão, da UniTV, apresentado por Ildo Silva, diretamente do Boião Restaurante Chopperia.
Segundo Kiko, a Liga reúne atualmente cerca de 14 blocos, entre blocos abertos e blocos fechados (privados), e completa quase 20 anos de atuação no município. A entidade é responsável por articular os blocos, dialogar com o poder público e contribuir para a organização do Carnaval, especialmente no circuito de rua.
Blocos de rua e privados movimentam o Carnaval de Laguna
Durante a entrevista, o presidente explicou que os blocos privados realizam eventos fechados, mas também contribuem diretamente para o fortalecimento do Carnaval aberto ao público, que atrai milhares de pessoas às ruas da cidade.
Entre os destaques da programação estão:
- Sexta-feira: Bloco Skentaí, que abre oficialmente o Carnaval
- Sábado: Bloco Rosa e outros blocos abertos
- Domingo: Bloco da Pracinha, considerado a origem dos blocos de Laguna
- Segunda-feira: Bloco Pangaré e demais atrações
Kiko destacou que o Bloco da Pracinha, realizado na região do Magalhães, é o mais antigo da cidade e deu origem à maioria dos blocos atuais. Tradicionalmente, ele reúne foliões em um circuito que percorre ruas do Mar Grosso, com trio elétrico em deslocamento.
Projeto cultural garante recursos para o Carnaval de Rua
Um dos principais pontos da entrevista foi o projeto cultural capitaneado pelo Bloco da Pracinha, que utiliza a Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) para captação de recursos junto a empresas. Em 2025, o projeto viabilizou cerca de R$ 600 mil para o Carnaval de Rua. Para 2026, a expectativa é investir aproximadamente R$ 500 mil.
De acordo com Kiko Leal, os recursos serão utilizados para:
- Contratação de trios elétricos
- Bandas e DJs regionais
- Montagem de palcos alternativos ao longo do circuito
- Estrutura de apoio para o público
Os artistas serão, em sua maioria, da região da Amurel, priorizando bandas locais e estilos tradicionais do Carnaval, como axé, ritmos carnavalescos e música popular.
Segurança e ordenamento fazem parte do planejamento
O presidente da Liga reforçou que o Carnaval de Laguna apresenta baixo índice de ocorrências, mesmo com grande volume de pessoas. Segundo ele, o formato de trio elétrico em movimento ajuda a evitar conflitos, já que o público não permanece concentrado em um único ponto.
Além disso, a organização trabalha em conjunto com a prefeitura para:
- Delimitação do circuito
- Contratação de equipes de segurança privada
- Controle do tráfego e retirada de veículos estacionados no percurso
- Regulamentação do uso de som automotivo, uma das principais fontes de reclamação dos moradores
“A ideia é equilibrar a festa com o direito ao descanso. O trio passa, o som diminui. Já o som automotivo fixo acaba gerando mais incômodo”, explicou.
Bloco Esquenta Aí abre o Carnaval na sexta-feira
Representando também o Bloco Skentái, Kiko Leal detalhou a programação da sexta-feira de Carnaval, dia 13, com abertura dos portões às 21h. O evento contará com:
- DJ Rodriguinho
- Show de axé com Teto Fernandes
- Show nacional com Munhoz & Mariano
Após o encerramento do evento fechado, por volta das 2h30, o público segue para o Carnaval de Rua, acompanhando o trio elétrico pelo circuito do Mar Grosso.
A expectativa é receber cerca de 5 mil foliões, com estrutura de segurança, banheiros e atendimento dimensionados para o público, garantindo conforto e fluidez, sem filas.
Carnaval é motor do turismo em Laguna
Ao final da entrevista, Kiko Leal reforçou que o Carnaval é um dos principais motores do turismo local, movimentando a economia, a rede hoteleira, bares, restaurantes e o comércio em geral.
“Laguna vive do Carnaval. É uma tradição antiga, quase tão antiga quanto a própria cidade, e precisa ser valorizada e organizada”, concluiu.






