Os empregados da Caixa Econômica Federal iniciam nesta quinta-feira (10) uma greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação ocorre após a rejeição da proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028 apresentada pela instituição financeira.
Na base do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Tubarão e Região, a adesão ao movimento foi confirmada em Assembleia Geral Extraordinária realizada na noite de terça-feira.
Mudanças no plano de saúde motivam paralisação
Entre os principais impasses apontados pela categoria estão as alterações no Saúde Caixa. Conforme o sindicato local, a minuta apresentada pela empresa eleva a coparticipação financeira dos empregados, aposentados e dependentes no custeio da assistência médica, o que encareceria os valores pagos pelos beneficiários.
A entidade sindical também questiona a conduta das tratativas, alegando que as modificações no plano foram apresentadas apenas na reta final das rodadas de negociação, inviabilizando uma avaliação aprofundada dos impactos orçamentários. Além disso, os trabalhadores apontam falta de transparência sobre o percentual de contribuição que a própria Caixa assumirá na manutenção do plano.
A retomada das atividades depende do envio de uma nova contraproposta por parte do banco.
Atendimento no Banco do Brasil e bancos privados na região
Enquanto a greve da Caixa mobiliza a categoria em âmbito nacional, a paralisação no Banco do Brasil acontece apenas em bases sindicais específicas do país que recusaram o acordo.
Em Tubarão e nos municípios vizinhos, o funcionamento do Banco do Brasil, do Banrisul e dos bancos privados não será afetado.
A nova Convenção Coletiva de Trabalho para esses estabelecimentos assegura a reposição integral da inflação (INPC) somada a um ganho real de 0,6% nos salários para os próximos dois anos. O reajuste incide também sobre o vale-refeição, vale-alimentação, auxílios e sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
O documento inclui ainda cláusulas direcionadas à saúde mental dos bancários, combate ao assédio, regulamentação do monitoramento digital e garantia do direito à desconexão.






