Uma manifestação foi realizada na noite desta segunda-feira (20), no bairro Morro Grande, em Sangão, após a divulgação de um vídeo publicado por uma moradora e empresária do município.
A gravação gerou repercussão nas redes sociais devido a comentários feitos sobre ações de ajuda humanitária realizadas em Angola, que foram classificados por internautas como racistas e preconceituosos.
No vídeo, a mulher comenta sobre influenciadores que viajam ao país africano para auxiliar famílias em situação de vulnerabilidade. Durante a gravação, ela utiliza uma expressão para se referir aos moradores de Angola e questiona a quantidade de filhos das famílias beneficiadas pelas ações. Também afirma que a distribuição de alimentos não seria suficiente para solucionar a situação.
A publicação ganhou grande alcance nas redes sociais e provocou manifestações de indignação. Na noite de segunda-feira, dezenas de pessoas se concentraram em frente à residência da empresária. Durante o protesto, os participantes fizeram críticas à mulher e a chamaram de racista.
A Polícia Militar foi acionada e equipes de Sangão e Jaguaruna acompanharam a manifestação. Segundo as informações divulgadas, a atuação teve como objetivo garantir a segurança no local e preservar a ordem durante o protesto.
Após a repercussão do primeiro vídeo, a empresária publicou uma nova gravação na qual pediu desculpas e afirmou que suas declarações foram interpretadas de maneira diferente da intenção original. Ela também negou que tenha tido o objetivo de ofender ou discriminar os moradores de Angola.
“Vim aqui pedir desculpas, fui mal interpretada. Em momento nenhum eu xinguei ninguém. O termo ‘capar negro’, lá no Nordeste, é vasectomia, não tem nada a ver com racismo. Em momento nenhum fiz racismo, foi uma fala infeliz e, se eu fiz, peço perdão”, declarou.
O episódio continua gerando manifestações nas redes sociais, com opiniões divergentes sobre o conteúdo publicado e sobre o pedido de desculpas feito posteriormente pela empresária.






