Agosto terá dois eclipses; veja como acompanhar os fenômenos
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O mês de agosto terá dois eclipses em 2026: um solar total, previsto para 12 de agosto, e um lunar, que poderá ser observado em todo o Brasil na madrugada de 28 de agosto.

O eclipse solar terá visibilidade total em áreas do hemisfério norte. Já o eclipse lunar será acompanhado de diferentes regiões das Américas, Europa e África, incluindo o Brasil.

Eclipse lunar poderá ser visto em todo o Brasil

O principal evento para os brasileiros será o eclipse lunar previsto para a madrugada de 28 de agosto.

O fenômeno começará às 23h30 de 27 de agosto, pelo horário de Brasília. O auge está previsto para aproximadamente 1h do dia 28.

A expectativa é de que até 95% do disco lunar fique avermelhado durante o fenômeno. A observação será possível de todos os estados brasileiros, desde que as condições meteorológicas permitam.

Durante um eclipse lunar, Sol, Terra e Lua ficam alinhados. A Terra bloqueia parte da luz solar que chegaria à Lua, projetando uma sombra sobre sua superfície.

A astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, explica que a inclinação da órbita lunar faz com que os eclipses não ocorram em toda Lua cheia.

Como observar o eclipse lunar

O eclipse lunar não exige equipamentos de proteção para ser observado.

Quem quiser acompanhar o fenômeno pode procurar um local aberto, com boa visibilidade do céu e pouca interferência de iluminação artificial.

Também é possível utilizar binóculos ou telescópios para observar detalhes da superfície lunar durante o evento.

A coloração avermelhada ocorre porque parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar à Lua.

Eclipse solar acontece em 12 de agosto

O segundo fenômeno do mês será um eclipse solar total, em 12 de agosto.

A fase de totalidade poderá ser observada em regiões como Groenlândia, Islândia, Espanha, Portugal e Rússia. Outras áreas do hemisfério norte e do norte da África poderão acompanhar o eclipse de forma parcial.

No eclipse solar, a Lua passa entre o Sol e a Terra e projeta sua sombra sobre uma determinada região do planeta.

A área de totalidade é relativamente estreita. Por isso, mesmo regiões próximas podem observar apenas uma parte do Sol encoberta.

Observação do Sol exige proteção

Diferentemente do eclipse lunar, o solar não deve ser observado diretamente sem proteção adequada.

A recomendação é utilizar óculos especiais certificados conforme a norma ISO 12312-2 ou máscara de soldador com vidro número 14.

Óculos de sol comuns, filtros improvisados, películas ou outros materiais que não tenham certificação específica não são considerados seguros para observar o Sol.

A exposição direta pode provocar lesões graves nos olhos, inclusive danos permanentes à visão.

Por que acontecem os eclipses?

Os eclipses acontecem quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados de maneira que um desses corpos projeta sombra sobre outro.

No eclipse lunar, a Terra fica entre o Sol e a Lua. O fenômeno ocorre durante a Lua cheia.

Já no eclipse solar, a Lua fica entre o Sol e a Terra. Nesse caso, o evento acontece durante a Lua nova.

Nem toda Lua cheia ou nova resulta em eclipse porque o plano da órbita lunar é inclinado aproximadamente cinco graus em relação ao plano da órbita da Terra ao redor do Sol.

Observatório Nacional fará transmissão

Quem não puder acompanhar os fenômenos diretamente também terá uma alternativa pela internet.

O Observatório Nacional fará transmissões gratuitas dos dois eclipses por seu canal no YouTube.

A programação permite acompanhar os fenômenos mesmo em locais onde a visibilidade seja prejudicada por nuvens ou outras condições.