Assoreamento da Barra do Camacho preocupa região e Conset promove reunião nesta quinta-feira em Tubarão
Foto: Divulgação/ UNITVSC

O avanço do assoreamento da Barra do Camacho, em Jaguaruna, tem acendido o alerta de moradores, pescadores, entidades e do poder público de toda a região. Para discutir o problema e buscar alternativas, o Conselho das Entidades de Tubarão (Conset) promove uma reunião nesta quinta-feira (25), a partir das 19h, na sede da Associação Empresarial (Acit).

Os sinais de assoreamento já são visíveis. O acúmulo de areia no canal dificulta a entrada de peixes e compromete o escoamento das águas do Rio Tubarão e seus afluentes. A preocupação cresce ainda mais diante da previsão de um El Niño forte, que deve trazer chuvas mais frequentes e volumosas à região nos próximos meses.

O presidente do Conset, Fernando Nandi, destaca a importância do encontro.

“Esse assunto tem grande relevância regional, especialmente quando se fala em prevenção de enchentes e desenvolvimento sustentável das cidades”, avalia. O vice-presidente do conselho, Rogério Menegaz, reforça o objetivo da reunião. “O objetivo desse encontro é compartilhar informações para alinharmos entendimentos e discutir possíveis encaminhamentos. É uma situação em que a união pode fazer uma grande diferença na busca por soluções”, afirma.

A ideia é reunir entidades representativas da sociedade civil dos municípios impactados pela situação da barra. Durante o encontro, será estruturada uma Comissão Técnica de Acompanhamento Permanente, voltada ao monitoramento de estudos, projetos e ações relacionadas ao canal.

O tema também ganhou espaço na Câmara Municipal de Tubarão. Vereadores avaliam a realização de uma audiência pública para ampliar o debate e reunir autoridades, especialistas e representantes da comunidade em torno de soluções conjuntas. O presidente do Legislativo, Everson Martins, confirmou que a iniciativa está sendo articulada com esse objetivo.

A Barra do Camacho é considerada um ponto estratégico para o sistema hídrico do Sul catarinense. O avanço do assoreamento pode comprometer a vazão das águas e aumentar o risco de alagamentos nos municípios que integram a bacia hidrográfica do Rio Tubarão, situação que se torna ainda mais preocupante diante dos eventos climáticos extremos previstos para os próximos anos.