Santa Catarina se firma como segundo maior produtor de ameixa do país
Foto: Aires Mariga / Epagri

Santa Catarina é o segundo maior produtor de ameixas do Brasil, respondendo por 30% da produção nacional. Conforme dados da Epagri/Cepa, a perspectiva para a safra 2021/22 é de ampliação na produção catarinense, devido ao ganho médio de mais de 30% na produtividade obtido nas duas últimas safras. A expectativa é de aumento na comercialização da ameixa catarinense e maior ganho para o produtor, com a valorização dos preços da fruta no mercado.

De acordo com Rogério Goulart, analista de socioeconomia da Epagri/Cepa, a estimativa é de que Santa Catarina tenha registrado crescimento de 12% na produção da safra 2020/21, em relação ao ciclo agrícola anterior, chegando a mais de 18.000 toneladas.

Em 2020, o estado apresentou aumento no volume produzido de 6,3% em relação a 2019, resultando num valor bruto da produção estimado de R$ 34,78 milhões, elevação de 2,3% na comparação com o ano anterior.

Santa Catarina conta com mais de 400 produtores, distribuídos em cerca de 40 municípios. A produção estadual de ameixa começa em novembro e se estende até março, sendo que mais de 90% do total é colhido entre dezembro e fevereiro.

Produção nacional

As estimativas apontam que o Brasil produziu cerca de 50 mil toneladas de ameixa em 2020. O Rio Grande do Sul é o maior produtor, respondendo por cerca de 42% do total nacional. Em 2021, as centrais de abastecimento do país comercializaram mais de 13,6 mil toneladas de ameixa, com valor negociado de cerca de R$ 103 milhões.

A ameixa de origem catarinense participou com 17% do volume comercializado nacionalmente em 2019. No ano seguinte, ampliou sua participação para 19,5%, com mais de 4,6 mil toneladas. Em 2021, Santa Catarina representou mais de 24% do volume total brasileiro de ameixa negociado nas centrais de abastecimento.

Em 2021, com mais de 3,2 mil toneladas comercializadas, o estado negociou mais de R$ 21,9 milhões com a fruta no atacado. Os preços negociados no mercado atacadista estavam 30% valorizados em relação a novembro de 2020, e 50% acima da média dos últimos cinco anos.