Suspeito de matar jovem encontrada estrangulada em Criciúma é preso; investigação passa a apurar latrocínio
Foto: Arquivo Pessoal/ Divulgação/ UNITVSC

A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (8), o homem suspeito de matar Luana Mendes Darella, de 29 anos, encontrada morta dentro de casa, em Criciúma, no dia 16 de agosto. A prisão ocorreu após o avanço das investigações, que reconstruíram o trajeto percorrido pelo suspeito entre o local do crime e a residência onde ele morava.

Segundo a Polícia Civil, a identificação foi possível com o auxílio de imagens de câmeras de segurança cedidas por moradores e comerciantes da cidade. Em um dos registros, o homem aparece utilizando as mesmas roupas que vestia no dia do crime.

Durante o cumprimento do mandado de prisão, os policiais apreenderam objetos que podem pertencer à vítima. A descoberta levou os investigadores a considerar uma nova linha de investigação: a possibilidade de que o crime tenha ocorrido durante uma tentativa de roubo, hipótese que pode caracterizar latrocínio. Inicialmente, o caso era tratado como feminicídio.

Conforme o delegado Túlio Falcão, o suspeito admitiu conhecer Luana e afirmou que já havia frequentado a residência dela em outras ocasiões, mas negou envolvimento no homicídio.

Vítima foi encontrada com sinais de estrangulamento

Luana Mendes Darella foi encontrada morta na manhã de 16 de agosto, dentro da residência onde morava, em Criciúma.

De acordo com a Polícia Militar, ela apresentava sinais de estrangulamento e foi localizada deitada em um sofá. Próximo ao pescoço da vítima havia fios de carregador de telefone celular, que passaram a integrar os elementos analisados pela investigação. A suspeita é de que o crime tenha ocorrido durante a madrugada.

Luana era mãe de dois filhos, um bebê de quatro meses e uma menina de sete anos. Na época dos fatos, a filha mais velha teria informado aos policiais características do possível autor, incluindo a existência de tatuagens no rosto.

Quando as equipes chegaram ao local, as crianças estavam sob os cuidados de vizinhos e, posteriormente, foram encaminhadas à avó materna.

O suspeito teve a prisão preventiva decretada e será encaminhado ao sistema prisional. Conforme informado pela Polícia Civil, a medida tem prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período enquanto as investigações prosseguem.