Em entrevista ao programa Linha de Fogo, na UNITV, o delegado e pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL), Ulisses Gabriel, compartilhou detalhes sobre sua trajetória pessoal, sua atuação como delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina e as motivações que o levaram a buscar uma cadeira no Legislativo Catarinense.
Origem, Família e a “Armadura” do Delegado
Natural de Turvo, Ulisses revelou que sua escolha pela carreira policial foi motivada por experiências familiares difíceis, como o alcoolismo do pai e a violência doméstica. Ele explicou que a imagem “dura” associada à sua função não é marketing, mas uma proteção necessária para enfrentar crimes graves diariamente.
“Ao longo do tempo, eu fui me blindando para tentar não demonstrar sentimento para as pessoas. E na profissão como delegado de polícia, é necessário que se tenha uma dureza, uma armadura para se enfrentar aos problemas diários.”
Apesar da rigidez profissional, Ulisses destacou a importância da família e da fé em sua vida, mencionando o papel central de sua filha de oito anos e sua esposa, Thayne Librelato, no suporte à sua carreira.
A Transição para a Política e a Relação com o Sul
O pré-candidato relembrou seu primeiro contato com a política através do empresário e ex-prefeito Lussa Librelato, seu sogro, que o incentivou a entender que “pessoas boas precisam entrar na política”. Após uma votação expressiva em 2018 (28 mil votos) e um período de desilusão partidária, Ulisses retornou ao cenário público a convite do governador Jorginho Mello para comandar a Polícia Civil em 2023.
Ulisses reforçou que sua pré-candidatura visa garantir que a segurança pública e a região Sul não percam representatividade na Assembleia Legislativa (ALESC). Ele destacou investimentos feitos em sua gestão, como a entrega de viaturas para a região da Amurel e a presença de delegados em todas as cidades da comarca.
Polêmicas Partidárias e o “Acordo de Não-Candidatura”
Questionado sobre supostos conflitos internos no PL com parlamentares como Júlia Zanatta e Jessé Lopes, Ulisses foi enfático ao negar qualquer acordo prévio para não concorrer em 2026 em troca do cargo de delegado-geral.
“Meu compromisso é com uma única pessoa chamada Jorginho Mello. […] Não firmei nenhum compromisso com ela (Júlia Zanatta). Encaminhei uma mensagem para o deputado Jessé Lopes dizendo da minha vontade de ser delegado-geral. […] Não tive acordo. É falsa essa informação.”
O delegado afirmou que sua filiação e pré-candidatura foram construídas diretamente com o governador e contam com o apoio de lideranças regionais, como o prefeito de Tubarão, Estener Sorato da Silva Júnior.
“Aqui o Bambu Ronca” na ALESC
Famoso pelo bordão “aqui o bambu ronca”, utilizado para descrever a repressão firme ao crime, Ulisses garantiu que levará a mesma postura para a política caso seja eleito. Ele defendeu que a segurança pública deve ser pautada na parceria entre municípios e Estado para resgatar a tranquilidade de décadas passadas.
Suas principais bandeiras serão o fortalecimento das forças de segurança em todo o estado e a busca por investimentos em infraestrutura e indústria especificamente para o Sul de Santa Catarina.





