Santa Catarina inicia o ano de 2026 registrando a menor taxa de desemprego do país, repetindo o feito dos quatro trimestres anteriores. No primeiro trimestre deste ano, o estado registrou taxa de desocupação de 2,7%, diante de uma média nacional de 6,1%. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (14).
Reforçando o cenário de aquecimento do mercado de trabalho no estado, SC também liderou o ranking nacional com a menor taxa de informalidade do país, de 25,4%, abaixo da média brasileira, de 37,3%. Na sequência, aparecem o Distrito Federal, com 28,1%, e Mato Grosso do Sul, com 29,8%.
Destaque em ocupação e renda
No primeiro trimestre de 2026, Santa Catarina registrou a menor taxa de subutilização da força de trabalho do país, com 4,7%, bem abaixo da média nacional, de 14,3%, conforme os dados da PNAD Contínua. O indicador reúne pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e aquelas que integram a força de trabalho potencial. Na sequência do ranking apareceram Mato Grosso (6,7%) e Espírito Santo (7,0%).
No período, Santa Catarina registrou o menor percentual de desalentados do país, com 0,3%, muito abaixo da média nacional, de 2,4%. O desalento considera pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego. Na sequência apareceram o Rio Grande do Sul e Goiás, ambos com 0,7%.
O rendimento médio mensal habitualmente recebido em todos os trabalhos em Santa Catarina chegou a R$ 4.289, valor 15,2% superior à média nacional, de R$3.722. SC ocupou a quarta posição no ranking nacional dos maiores rendimentos médios do trabalho, atrás apenas do Distrito Federal (R$6.720), São Paulo (R$4.378) e Rio de Janeiro (R$4.352). O estado registrou ainda crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período de 2025.

Crescimento e distribuição
Cabe ressaltar que Santa Catarina apresenta a melhor distribuição de renda dos trabalhadores ocupados no país, pelo segundo ano consecutivo, conforme o índice de Gini de 2025. Os dados divulgados pela PNAD Contínua anual de 2025 registram que a desigualdade do rendimento médio domiciliar per capita reduziu em Santa Catarina. De 2024 para 2025, o Índice de Gini passou de 0,430 para 0,425, enquanto a desigualdade aumentou no Brasil.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a população ocupada em Santa Catarina apresentou crescimento nos principais setores da economia. O principal destaque foi da Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que avançaram 14,5%, enquanto a Indústria geral e a Construção registraram alta de 5,4%. Entre os segmentos com melhor desempenho, destacaram-se as atividades de Informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com crescimento de 6,6%, além da Indústria de transformação, que avançou 4,2%.






