Santa Catarina registra primeira morte por Febre do Nilo Ocidental; vítima era moradora de Imbituba
Foto: Wikimedia Commons/ Divulgação/ UNITVSC

Santa Catarina confirmou a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental desde o registro da doença no estado. A vítima é uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, que morreu no dia 8 de agosto. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (24) pela Secretaria de Estado da Saúde.

Além do óbito, o estado também confirmou outro caso da doença neste ano. Um homem de 56 anos, de Caçador, no Meio-Oeste catarinense, foi diagnosticado com a infecção, apresentou recuperação e já recebeu alta hospitalar.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, os dois pacientes desenvolveram manifestações neurológicas, consideradas a forma mais grave da doença. Os casos seguem sendo investigados para identificar os prováveis locais de infecção e compreender a circulação do vírus em Santa Catarina.

Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza, até o momento, quatro casos confirmados da Febre do Nilo Ocidental em 2026 e um caso provável. Dois dos registros ocorreram em Santa Catarina, outros dois em São Paulo e um caso provável foi identificado no Piauí.

Sintomas

A Febre do Nilo Ocidental pode não provocar sintomas, mas também pode evoluir com diferentes níveis de gravidade. Entre os sinais mais comuns estão febre de início súbito, dor de cabeça, dores musculares, mal-estar, náuseas, vômitos, manchas avermelhadas na pele, dor nos olhos, perda de apetite e aumento dos gânglios.

Em uma pequena parcela dos pacientes, a doença pode atingir o sistema nervoso, causando meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.

A Secretaria de Estado da Saúde orienta que pessoas com febre associada a sintomas neurológicos, como confusão mental, alteração do nível de consciência ou fraqueza, procurem atendimento médico imediatamente e informem sobre possível exposição a mosquitos.

Transmissão e prevenção

O vírus é transmitido pela picada de mosquitos infectados. As aves silvestres são os principais hospedeiros naturais, e outros mamíferos, como cavalos e primatas, também podem ser infectados.

As autoridades reforçam que não há transmissão da doença de pessoa para pessoa nem diretamente das aves para os seres humanos.

Como ainda não existe vacina nem tratamento antiviral específico, a prevenção é baseada na proteção contra picadas de mosquitos, com uso de repelentes, instalação de telas em portas e janelas, eliminação de água parada e adoção de medidas para evitar a proliferação dos insetos.

Nos casos leves, o tratamento é apenas de suporte. Já pacientes com comprometimento neurológico podem necessitar de internação, inclusive em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para controle das complicações.