Fotografar o inverno na Serra Catarinense é uma das experiências mais recompensadoras para quem aprecia beleza natural. Campos cobertos de geada, vales envoltos em neblina, chaminés fumegando e a luz suave do amanhecer transformam cidades como Urubici, São Joaquim e Bom Jardim da Serra em cenários que parecem saídos de um conto. Mas capturar tudo isso exige mais do que um bom equipamento.
O horário certo faz toda a diferença
As primeiras horas da manhã são, sem dúvida, o momento mais especial para fotografar a Serra no inverno. A chamada luz dourada, quando o sol nasce tingindo de laranja os campos brancos de geada, dura pouco e quem quer aproveitá-la precisa vencer o frio e se posicionar antes do amanhecer. É nesse período que a neblina ainda paira sobre os vales, criando atmosferas etéreas que dificilmente se repetem ao longo do dia.
Cuide do equipamento
O frio extremo é inimigo silencioso das baterias. Câmeras e celulares descarregam muito mais rápido em baixas temperaturas, por isso levar baterias extras e mantê-las aquecidas no bolso é um cuidado essencial. Outro ponto de atenção são as lentes: ao sair de um ambiente aquecido para o frio externo, elas tendem a embaçar. Aguardar alguns minutos antes de começar a fotografar ou usar um pano seco com movimentos suaves ajuda a manter a nitidez das imagens.
Composição: valorize os contrastes e os detalhes
O inverno oferece contrastes visuais poderosos. Galhos escuros sobre o branco da geada, uma casa colorida sob céu nublado, pegadas na terra congelada, fumaça saindo de chaminés, são detalhes do cotidiano serrano que ganham força fotográfica nessa época do ano.
Uma xícara de café quente em mãos enluvadas, roupas estendidas endurecidas pelo gelo, o vapor da respiração no ar frio: tudo isso conta histórias visuais que vão muito além da paisagem.
Controle a exposição
No inverno, a claridade refletida pela geada pode enganar a câmera e resultar em fotos subexpostas ou com tons acinzentados. Usar o modo manual, quando possível, ajuda a controlar a exposição com mais precisão.
Em muitos casos, subexpor levemente a imagem é uma boa estratégia para preservar os detalhes brancos da geada sem estourar as luzes.
Mais do que técnica, é preciso presença
Por fim, o conselho mais importante não tem a ver com configurações ou equipamentos: é preciso estar presente.
O silêncio das manhãs serranas, o calor da lareira e a solidão bonita das paisagens, essas sensações não aparecem automaticamente na foto. Fotografar o frio é também sentir o frio, e essa entrega ao momento é o que transforma um registro em uma imagem que realmente emociona.
Esta reportagem faz parte do Estúdio de Inverno 2026, projeto dos veículos UNITVSC, portais Notisul e UNITV de Tubarão, Litoral Sul, NotíciasSC e Destaque Santa Catarina de Criciúma, e rádios Jovem Pan News de Criciúma, Araranguá e Tubarão.






