O rendimento médio do catarinense saltou de R$ 3.587 para R$ 3.900 na passagem de 2024 para 2025, conforme o IBGE. Isso representa um crescimento de 8,7%, ou R$ 313 no período. A renda média do catarinense é, portanto, 15,8% superior à média nacional, de R$ 3.367, o que reforça a pujança da economia catarinense.
Com esse resultado, Santa Catarina se manteve com a quarta maior renda média do país, ficando atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro.
O crescimento da renda acompanha o bom momento do mercado de trabalho catarinense. Em 2026, o estado já acumula a abertura de mais de 59 mil novas vagas de emprego formal, segundo o Caged, mantendo a taxa de desocupação em apenas 2,2%. Ou seja, a menor do Brasil e bem abaixo da média nacional de 5,1%.
Outro fator que explica o aumento da renda média é o ecossistema empreendedor do estado. Santa Catarina segue entre os líderes nacionais na abertura de novos negócios. Em 2025, foram registradas, por exemplo, mais de 140 mil novas empresas no estado, com tempo médio de abertura inferior a 24 horas. O resultado ocorre não apenas pela desburocratização promovida pela Junta Comercial de Santa Catarina (Jucesc), mas também pela modernização de leis de desenvolvimento econômico.
Santa Catarina combina forte investimento público em infraestrutura com qualificação profissional. A expansão sobretudo nos setores de tecnologia, agronegócio, construção civil e comércio exterior tem puxado a demanda por mão de obra especializada, pressionando os salários para cima.
Com o crescimento da renda bem como a manutenção do ritmo de geração de empregos, o Governo do Estado investe em programas de qualificação como o Universidade Gratuita, o CaTec e o SCTEC. Além disso, programas como o Pronampe SC e o Juro Zero fortalecem as micro e pequenas empresas, que respondem pela maior parte dos postos de trabalho no estado.






