Santa Catarina ainda tem cobertura vacinal contra a pólio abaixo da meta em 2026
Foto: Ilustrativa/ Divulgação/ UNITVSC

Santa Catarina registra cobertura vacinal contra a poliomielite de 94,14% em crianças menores de um ano em 2026. Apesar de o índice estar acima da média nacional, de 88,32%, o estado ainda não atingiu a meta de 95% estabelecida para a imunização.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. A doença pode causar paralisia permanente, sequelas graves e até a morte.

Embora o Brasil não registre casos da doença há mais de 30 anos, o risco de reintrodução do vírus permanece enquanto houver circulação em outras partes do mundo.

Cobertura vacinal apresenta recuperação

Dados do Ministério da Saúde mostram que Santa Catarina vem ampliando gradualmente a cobertura contra a poliomielite nos últimos anos. O índice passou de 91,18% em 2023 para 93,11% em 2024 e 93,96% em 2025, chegando a 94,14% em 2026.

Apesar da evolução, o estado alcançou a meta de 95% pela última vez em 2017, quando a cobertura chegou a 95,23%. Desde então, os índices permaneceram abaixo do recomendado.

“Santa Catarina não registra casos de poliomielite desde 1989, mas precisamos manter a vigilância e ampliar a cobertura vacinal para preservar essa conquista. A vacinação é a forma mais eficaz de proteger nossas crianças e evitar que uma doença já eliminada do país volte a representar uma ameaça à saúde pública”, destaca João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).

Esquema vacinal foi atualizado

Desde agosto deste ano, o Calendário Nacional de Vacinação passou a incluir uma segunda dose de reforço da vacina inativada contra a poliomielite (VIP), aplicada aos 4 anos de idade.

Com a atualização, o esquema prevê três doses iniciais, aos 2, 4 e 6 meses, além de reforços aos 15 meses e aos 4 anos.

A vacina é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Santa Catarina. A orientação da Secretaria de Estado da Saúde é que pais e responsáveis confiram a caderneta de vacinação e procurem a unidade de referência para verificar se há doses pendentes, conforme a idade da criança e o calendário vigente.