Governo de Santa Catarina reforça proibição da tilápia do Vietnã por risco sanitário
Mafra (SC), 02/01/2024 - O governador Jorginho Mello entrega o trecho de 2,3 km de rede trifásica no município de Mafra, no Frigorífico Witt Pescados - Área Rural do Planalto Norte catarinense, nesta sexta-feira(02).Foto: Ricardo Trida / Secom

O Governo de Santa Catarina manteve a proibição da comercialização da tilápia originária do Vietnã em todo o estado. A decisão foi reafirmada após reunião online entre representantes da Secretaria Executiva de Estado da Aquicultura e Pesca (SAQ) e o embaixador do Vietnã no Brasil, Bui Van Nghi, que solicitou a revogação da portaria estadual.

Segundo o governo catarinense, a manutenção da medida está fundamentada em critérios técnicos e científicos relacionados à sanidade aquícola.

Laudos apontam risco de vírus na produção

A decisão do Estado tem como base laudos técnicos elaborados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os estudos indicam risco sanitário associado ao vírus da tilápia do lago, conhecido como Tilapia Lake Virus (TiLV).

O vírus representa ameaça à produção aquícola e pode causar impactos significativos à cadeia produtiva da tilápia, uma das principais atividades do setor aquícola catarinense.

Governo prioriza proteção da cadeia produtiva local

De acordo com o secretário de Estado da Aquicultura e Pesca, Tiago Bolan Frigo, a prioridade do governo é garantir a segurança sanitária e a proteção dos produtores locais.

“Santa Catarina tem responsabilidade com seus produtores e com a segurança sanitária. Sem garantias científicas que afastem os riscos apontados pelos estudos técnicos, a proibição será mantida”, afirmou o secretário.

Pedido ocorre em meio à ampliação das exportações

A solicitação da embaixada vietnamita ocorre em um cenário de crescimento das exportações de pescado do Vietnã para o Brasil. Apesar disso, o Governo de Santa Catarina reforça que qualquer eventual revisão da portaria estadual dependerá exclusivamente de novas comprovações técnicas e científicas que assegurem a ausência de riscos sanitários.

A Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca destaca que segue aberta ao diálogo institucional, mas ressalta que, até o momento, não há qualquer alteração na norma vigente.

Medida segue válida no estado

O governo estadual reafirma que a portaria permanece em vigor como forma de defesa da sanidade animal e da produção aquícola catarinense, considerada estratégica para a economia do estado.