O Governo de Santa Catarina manteve a proibição da comercialização da tilápia originária do Vietnã em todo o estado. A decisão foi reafirmada após reunião online entre representantes da Secretaria Executiva de Estado da Aquicultura e Pesca (SAQ) e o embaixador do Vietnã no Brasil, Bui Van Nghi, que solicitou a revogação da portaria estadual.
Segundo o governo catarinense, a manutenção da medida está fundamentada em critérios técnicos e científicos relacionados à sanidade aquícola.
Laudos apontam risco de vírus na produção
A decisão do Estado tem como base laudos técnicos elaborados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Os estudos indicam risco sanitário associado ao vírus da tilápia do lago, conhecido como Tilapia Lake Virus (TiLV).
O vírus representa ameaça à produção aquícola e pode causar impactos significativos à cadeia produtiva da tilápia, uma das principais atividades do setor aquícola catarinense.
Governo prioriza proteção da cadeia produtiva local
De acordo com o secretário de Estado da Aquicultura e Pesca, Tiago Bolan Frigo, a prioridade do governo é garantir a segurança sanitária e a proteção dos produtores locais.
“Santa Catarina tem responsabilidade com seus produtores e com a segurança sanitária. Sem garantias científicas que afastem os riscos apontados pelos estudos técnicos, a proibição será mantida”, afirmou o secretário.
Pedido ocorre em meio à ampliação das exportações
A solicitação da embaixada vietnamita ocorre em um cenário de crescimento das exportações de pescado do Vietnã para o Brasil. Apesar disso, o Governo de Santa Catarina reforça que qualquer eventual revisão da portaria estadual dependerá exclusivamente de novas comprovações técnicas e científicas que assegurem a ausência de riscos sanitários.
A Secretaria Executiva da Aquicultura e Pesca destaca que segue aberta ao diálogo institucional, mas ressalta que, até o momento, não há qualquer alteração na norma vigente.
Medida segue válida no estado
O governo estadual reafirma que a portaria permanece em vigor como forma de defesa da sanidade animal e da produção aquícola catarinense, considerada estratégica para a economia do estado.






