Imbituba vive um dos períodos mais intensos da temporada de verão, com fluxo de visitantes que chega a quatro turistas para cada morador, segundo o secretário de Turismo, Cultura e Inovação do município, Jackson Loro. O aumento da população flutuante pressiona serviços como água, coleta de lixo, trânsito e infraestrutura urbana.
A avaliação foi feita durante entrevista ao programa Estúdio de Verão, da UniTV, gravado na orla da cidade. De acordo com o secretário, os números oficiais da temporada ainda serão fechados, mas a percepção do setor é de que o movimento é, no mínimo, semelhante ao registrado no verão passado.
Pressão sobre serviços e logística
Segundo Loro, desde o fim de dezembro Imbituba recebe um volume elevado de veranistas, principalmente na região norte do município, onde se concentram hotéis e pousadas. O cenário deve se manter até o fim de janeiro, com novo pico durante o Carnaval e reflexos ainda em fevereiro e março.
Entre os principais desafios estão:
- Abastecimento de água
- Coleta de lixo
- Trânsito e mobilidade
- Estrutura urbana para atendimento ao público
“O veranista vem para a praia e permanece mais tempo no mesmo local. Já o turista busca experiências diferentes, circulação e atividades, o que exige outro tipo de organização da cidade”, explicou o secretário.
Estratégia para além do verão
A secretaria aposta na ampliação da temporada turística até a Páscoa e, principalmente, no fortalecimento do turismo de inverno. Um dos principais focos é a observação da baleia-franca, considerada o principal produto turístico do período mais frio do ano.
O Museu da Baleia, em parceria com o Instituto Australis, está aberto diariamente até fevereiro para apresentar o atrativo aos visitantes que estão na cidade durante o verão, com o objetivo de estimular o retorno no inverno.
“O inverno sempre foi a maior dificuldade econômica do turismo em Imbituba. A ideia é transformar a baixa temporada em média temporada”, afirmou.
Integração regional e novos roteiros
Imbituba articula ações conjuntas com municípios da região, como Garopaba, Laguna, Paulo Lopes, Jaguaruna e Tubarão. A proposta é vender o turismo de forma integrada, ampliando o tempo de permanência dos visitantes.
Entre os projetos citados estão:
- Rota da Baleia-Franca
- Rota das Ondas Grandes
- Roteirização turística da cidade, em parceria com o Sebrae
Segundo o secretário, a cidade trabalha na criação de roteiros que incluam praias, trilhas, áreas de preservação ambiental, artesanato e experiências culturais.
Cadastro de empresas e acesso a recursos
Outro ponto destacado é a necessidade de ampliar o cadastro de empresas ligadas ao turismo no sistema nacional do setor. Hoje, cerca de 360 empreendimentos estão registrados em Imbituba, incluindo pousadas, guias, restaurantes e microempreendedores.
De acordo com Loro, o cadastro é fundamental para que o município consiga comprovar demanda e acessar recursos federais para investimentos em turismo.
“Não adianta ter potencial turístico se a gente não consegue demonstrar isso oficialmente. Os empresários precisam estar junto nesse processo”, disse.
Eventos e orçamento
Para 2026, a prefeitura prevê sete grandes eventos no calendário municipal, entre eles o Carnaval, o aniversário da cidade, a etapa do Mundial de Surfe (WSL), o Festival da Baleia-Franca, além de programações religiosas e de fim de ano.
O secretário afirma que o orçamento deste ano é mais organizado do que o encontrado no início da gestão, embora reconheça que os recursos ainda são limitados diante das demandas do setor.
“Agora não é mais treino, é jogo. Este é o ano das entregas”, concluiu.
A entrevista completa você confere clicando aqui.





