Audiência pública debate desassoreamento do Canal da Barra do Camacho e aponta medidas urgentes
Foto: Divulgação/ UNITVSC

A necessidade de ações rápidas para a recuperação do Canal da Barra do Camacho, em Jaguaruna, reuniu vereadores, autoridades, técnicos e moradores na tarde desta quinta-feira (23), na Câmara de Tubarão.

O debate girou em torno dos impactos ambientais, sociais e econômicos provocados pelo acúmulo de areia no local, problema que afeta diretamente o Complexo Lagunar, a navegação de barcos e o sustento da pesca artesanal em toda a região Sul do estado.

A discussão ganhou ainda mais relevância diante dos alertas de eventos climáticos extremos previstos para os próximos meses, como o aumento das chuvas por conta do fenômeno El Niño. Sem a vazão adequada no canal, a preocupação do poder público e das comunidades é com o aumento do risco de cheias nas áreas urbanas e rurais conectadas à Bacia do Rio Tubarão.

Propostas e ações de curto e longo prazo

Para tirar do papel as soluções necessárias, as lideranças aprovaram uma lista de encaminhamentos prioritários. Entre os pontos imediatos estão:

  • Cobrança ao IMA e licenças: o envio de um pedido oficial de agilidade ao Instituto do Meio Ambiente (IMA) para a liberação das licenças ambientais de dragagem e manutenção contínua.
  • Ações emergenciais de limpeza: a execução de uma dragagem de urgência para desobstruir o canal principal e a limpeza dos rios afluentes na região, como o Rio do Meio e a boca da Lagoa de Santa Marta.
  • Projetos técnicos e parcerias: a atualização dos estudos da Unesc para a retirada de mais de 400 mil metros cúbicos de areia, além de mobilização política para criar um Comitê de Crise Regional.
  • Participação dos pescadores: a inclusão obrigatória da comunidade pesqueira no acompanhamento e no planejamento das etapas das obras.
  • Visão regional: a articulação entre prefeituras da região para tratar a manutenção da barra como um investimento consorciado, avaliando inclusive a compra de draga própria e o projeto para ampliação dos molhes de proteção.

O encontro abriu espaço para manifestações de moradores e pescadores, que relataram a rotina de dificuldades enfrentada no local.

As entidades presentes assumiram o compromisso de monitorar de perto cada pedido encaminhado às instâncias estaduais.