Operação ‘É Tetra’ mira pela quarta vez os mesmos suspeitos de lavagem de dinheiro e tráfico em cinco estados
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As polícias Federal e Civil de Santa Catarina deflagraram nesta terça-feira (5) a operação “É Tetra”, que tem como objetivo combater crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. A ação conta com o cumprimento de pelo menos 35 mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens que somam até R$ 35 milhões.

Além de Santa Catarina, onde se concentram as investigações, a operação também ocorre nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. Durante o cumprimento dos mandados, documentos e veículos foram apreendidos.

O nome da operação faz referência ao fato de esta ser a quarta vez que os mesmos investigados são alvos de operações policiais.

As investigações tiveram início em setembro de 2023, a partir da análise de dados obtidos com a prisão de um condenado na operação “Trinca de Ases”. Segundo a Polícia Federal, o homem estava foragido em São Paulo e usava documentos falsos. Na ocasião, também foi preso um suspeito que transportava 33 quilos de cocaína. O caso levou à descoberta de um esquema mais amplo, envolvendo tráfico interestadual e internacional de drogas e lavagem de capitais.

Com o avanço das investigações, a polícia identificou a atuação de um grupo organizado com ramificações em diversos estados, operando de forma estruturada para ocultar bens adquiridos com recursos ilícitos.

Distribuição dos mandados por estado e cidade:

Santa Catarina (16 mandados)

  • Criciúma: 5
  • Içara: 2
  • Tubarão: 2
  • Grande Florianópolis: 1
  • Itapema: 1
  • Balneário Camboriú: 3
  • Camboriú: 2
  • São Francisco do Sul: 2
  • Campo Alegre: 1
  • Penha: 1

São Paulo (6 mandados)

  • Osasco: 3
  • Americana: 1
  • São Roque: 1
  • São José dos Campos: 1

Paraná (3 mandados)

  • Curitiba: 3

Goiás (3 mandados)

  • Goiânia: 3

Mato Grosso do Sul (2 mandados)

  • Itaquiraí: 2

Rio Grande do Sul (1 mandado)

  • Porto Alegre: 1

A operação “É Tetra” é um desdobramento de investigações anteriores conduzidas pela Polícia Federal com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina. A força-tarefa busca não apenas reprimir o tráfico, mas também enfraquecer a estrutura financeira dos grupos criminosos.

O material apreendido será encaminhado à análise da PF, e os bens sequestrados poderão ser futuramente utilizados para ressarcimento de danos ou leilão judicial, conforme o andamento processual.