Reinventando o profissional: liderança 60+

Foto: Ilustrativa/ Divulgação/ UNITVSC

Estou com 7,5 de idade. Busco alta performance todos os dias. Treino meu cérebro diariamente. Coloco velocidade de Fórmula 1. #surradetrabalho

Aprendi que talento não tem idade.

Hoje, o mercado passa por uma transformação, e também por muita confusão, quando o assunto é idade para ser líder.

Meu conceito é simples: para ser um bom líder, primeiro é preciso ser um bom liderado. Sendo assim, idade não faz diferença.

O mundo corporativo traz exemplos inspiradores de liderança em diferentes momentos e gerações. Vou citar alguns.

Líderes jovens:

  1. Mark Zuckerberg iniciou sua trajetória aos 19 anos;
  2. Bel Pesce, aos 21 anos;
  3. Pedro Franceschi, aos 20 anos;
  4. Luiza Trajano assumiu a liderança aos 22 anos.

Perfil desses jovens: disposição para assumir riscos, domínio da tecnologia, coragem para quebrar regras e muita energia.

Líderes 60+:

  1. Warren Buffett, aos 94 anos, considerado um dos maiores investidores do mundo;
  2. Abilio Diniz, que exerceu uma liderança marcante até os 80 anos;
  3. Jorge Paulo Lemann, que ultrapassou os 80 anos e continua sendo referência em gestão.

Perfil desses líderes: experiência, calma e paciência, visão de longo prazo, capacidade de formar times fortes e menos ego.

Jovens:

  • Coragem para começar do zero;
  • Domínio da tecnologia;
  • Velocidade;
  • Capacidade de incomodar e transformar o mercado.

60+:

  • Coragem para recomeçar depois de errar;
  • Domínio de pessoas e de crises;
  • Constância;
  • Capacidade de consolidar o mercado.

Na verdade, os melhores modelos de liderança misturam os dois perfis.

O jovem traz a sede de vencer, a energia e as ideias novas.

O profissional 60+ traz a experiência, a chamada “casca grossa” e a capacidade de evitar decisões tomadas por impulso.

E você? Onde se encaixa?

É o ousado, que testa rápido?

Ou o experiente, que joga seguro?

Eu gosto da velocidade de Fórmula 1, mas com cinto de segurança.

Mello Jr.