Empresário ou consultor: cada um no seu quadrado

Foto: Ilustrativa/ Divulgação/ UNITVSC

Tenho acompanhado um movimento no mercado corporativo.

Alguns empresários bem-sucedidos e talentosos têm usado as redes sociais para compartilhar dicas, experiências e exemplos de sucesso, além de possíveis resultados.

Não sou contra. Pelo contrário. Toda informação pode trazer novos exemplos, ampliar perspectivas e apresentar novas soluções.

Agora, o sucesso de hoje não garante o sucesso de amanhã.

O que dá certo na sua empresa não significa, necessariamente, que dará certo em outras empresas.

Por outro lado, vejo muitas dicas sendo oferecidas ao mercado que, na prática, não funcionam nem na própria empresa de quem as apresenta.

Consultoria, mentoria e assessoria são coisas muito sérias.

Tenho mais de 45 anos de experiência como consultor, passei por aproximadamente 500 empresas e já treinei mais de 100 mil pessoas.

Não tenho espírito empreendedor, embora tenha uma empresa de consultoria.

Por outro lado, ser consultor exige muito estudo e experiência operacional. É preciso conhecer diferentes realidades, segmentos, mercados e modelos de negócio.

Vejo mentorias focadas em uma única experiência: a própria empresa de quem está orientando.

O mercado é formado por um tripé: concorrente, cliente e fornecedor.

O que funciona para um segmento pode não servir para outro.

Certa vez, em uma palestra, me perguntaram por que não tenho uma empresa de algum serviço ou produto.

A resposta é simples: minha empresa é de consultoria.

Aliado a isso, não tenho vocação para ser empresário.

Minha vocação está em estudar diferentes segmentos, compreender seus desafios e ajudar cada empresa a entender o seu próprio mundo.

Sei que é polêmica pura. Mas a intenção é provocar uma reflexão, não ser contra isso ou aquilo.

Existe espaço para todos.

Cada um no seu quadrado.

Mello Jr.